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Construindo redes setoriais de inovação

Empresas devem encontrar parceiros com objetivos complementares e precisam superar a desconfiança mútua

As redes colaborativas para inovação têm sido mais um dos desafios para diminuir custos, diluir riscos, melhorar a qualidade e ainda otimizar o tempo de produção nas empresas.  A grande vantagem da formação de redes de inovação é se tornar um mecanismo para a colaboração e interação como forma de produzir conhecimento.

No Brasil, ainda pouco se vê a formação de redes. Isso porque ainda falta um alinhamento de interesses. “É preciso que a empresa encontre parceiros que tenham objetivos complementares. Além disso, a empresa precisa superar a desconfiança mútua que costuma barrar a troca de informações no primeiro momento”, explica Bruno Rondani, presidente do Open Innovation Center Brasil.

Na opinião de Rondani, mesmo com a multiplicação de recursos governamentais nos últimos anos, as políticas públicas de incentivo à inovação no Brasil ainda são falhas no sentido de criarem um ambiente favorável para a criação de redes colaborativas entre corporações.

“Hoje, o Brasil já investe na inovação aberta, mas ainda está muito focado nas parcerias das empresas com universidades e centros de pesquisa. A criação de redes entre corporações não é o paradigma central das políticas públicas”, afirma.

Além disso, dentro de uma cultura empresarial competitiva, outro desafio é que os gestores se convençam das vantagens e, até mesmo, da necessidade da empresa em compartilhar conhecimentos. Neste caso, uma solução possível é que os parceiros ingressem, primeiramente, em projetos menores e que a parceria ganhe uma dimensão maior com o tempo.

Abaixo você confere algumas dicas para estabelecer uma rede de inovação entre setores diferentes:

• Listar possíveis parceiros levando em conta a convergência de interesses no mercado;
• Elaborar propostas de projetos possíveis de serem realizados com as parcerias, levantando os custos da transição;
• Contratar gestores especialistas em inovação “Tratam-se de agentes neutros que atuam como intermediários para facilitar a relação entre as empresas”, explica.

Colaboração em diferentes esferas

A criação de uma rede setorial de inovação é o que tem trazido a diferenciação para os produtos da PuraInova - empresa de dermocosméticos. A empresa foi criada em 2009, por Joel Ponte, e desde o começo, em busca de diferenciação e competitividade, tem estabelecido parcerias com indústrias químicas e de biotecnologia, além de faculdades e institutos de pesquisa.

Em entrevista recente à TV Estadão, o empresário, que é francês e atuou grande parte da vida no continente europeu comentou sobre o desafio de inovar em um mercado ainda recente no Brasil, para competir com marcas internacionais como L’Oreal.

“Hoje o Brasil tem tudo em termos de tecnologia e inteligência profissional para inovar, mas para isso é preciso ter coragem para investir a médio e longo prazo e ter profissionais formados em inovação que façam estes vínculos”, afirma.

Além disso, o empresário afirma que a empresa investe em representantes e participade congressos para que a inovação produzida chegue aos dermatologias e possa passar pela avaliação deles. Assim, o produto terá mais chances de ser prescrito.

Portal HSM
15/12/2011

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