Tudo neste mundo pode ser melhorado
“Buscar melhores resultados. Esta é a prática da gestão”, afirma Vicente Falconi em bate-papo conduzido por Marcos Braga, presidente da HSM do Brasil durante o Fórum HSM de Gestão e Liderança 2011
Falconi falou sobre o conceito de “espírito de excelência”. Ele entende isso como uma atitude de um “dono do negócio”, pois na visão dele é esse comportamento que move as pessoas a se indignarem com o que está errado, mudarem a rota e agirem com mais velocidade.
“A cultura interna é muito poderosa”. E, como se sabe, leva muito tempo, disciplina, consequência nos resultados e uns “grandes donos” para garantir uma aderência a esses valores em toda a organização e finalmente estabelecer uma cultura interna forte.
“Entendo que o líder deveria ser um guardião do método, dos valores, da cultura da empresa e, por consequência, do capital humano”. Falconi afirma que é preciso dar a cada colaborador uma meta que represente igual esforço para todos. “Quando existe meritocracia e as pessoas confiam, você vai ver o que é dedicação das pessoas. A ‘antimeritocracia’ é como um câncer”.
Resultado X Execução
“Precisamos checar a execução”, afirma Vicente Falconi. Ele diz que é obrigatória toda a seqüência do método, não apenas uma parte. “Você tem de, primeiro, tomar a decisão baseada na verdade e a verdade só é conseguida com a análise de fatos e dados. Aí você se certifica de que as ações foram implementadas, faz o acompanhamento dos itens de verificação para saber se o resultado foi alcançado ou não e, finalmente, toma as ações necessárias, sejam positivas ou corretivas”.
Ele destaca que é muito comum em nosso mundo que as pessoas olhem o gerenciamento como aqueles cegos que encontram um elefante na fábula indiana e o ficam apalpando, imaginando o que é. E se esquecem de que, antes de executar, tem de fazer um plano de ação; antes do plano de ação, tem de analisar; antes de analisar, tem de estabelecer a meta; e, para estabelecer a meta, há outro processo a seguir. “Nunca podemos partir do pressuposto de que as coisas são feitas; precisamos verificá-las o tempo todo”.
Sequência do método
Para Falconi, a sequência do método é composta pelas seguintes etapas:
1 - O estabelecimento da meta costuma ser definido como o ponto inicial.
2 - Em seguida, precisa ter um método para definir a meta – ele explica que a maioria das pessoas não passa por esse processo, porque dá trabalho;
3 - Uma vez que o plano de ação tenha sido implantado, é preciso ir conferindo se todas as ações foram implementadas mesmo e, no final, se o resultado projetado foi alcançado.
4 - Se a meta foi atingida, é a de padronizar. Significa treinar à exaustão as pessoas relacionadas com aquilo que está sendo feito. E, se a meta não tiver sido atingida, também há uma quarta fase, é hora de perguntar: “Por que a meta não foi atingida?” e analisar tudo de novo.
Falconi enfatiza que quase ninguém faz isso para valer, no Brasil e no exterior. Ele afirma que
qualquer resultado pode ser alcançado, por qualquer um. Só que cada resultado tem um preço. E brinca dizendo que custo é igual a unha, que precisa ser cortado o tempo todo.
“O ser humano é pelo menos um milhão de vezes mais criativo para gastar do que para economizar dinheiro”. Falconi afirma que é preciso ter um sistema pelo menos para manter o custo baixo. Custo tem que controlar sempre. Você começa reduzindo, e depois fica no controle. “Ninguém faz isso, entendeu?”, afirmou sorrindo para a plateia. E concluiu: “A gente aprende melhor rindo do que chorando”.
Portal HSM
06/04/2011
Veja a cobertura completa do Fórum HSM de Gestão e Liderança 2011

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